terça-feira, 30 de setembro de 2008

Conversa de um só (pra não chamar de monólogo).

é meio arcaica essa história de "quem sou eu? de onde vim? para onde vou?". não exatamente arcaica, creio que é irrespondível mesmo, porque NINGUÉM sabe, é tudo suposição e teoria. mas ainda assim, não deixa de ser intrigante, nem pouco questionável. e é essa dúvida, essa incerteza, que abre uma cratera enorme num lugar dentro de nós que se chama[va] razão. fazendo uma restrospectiva de tudo que foi visto, vivido, criado ou inventado, surge uma nova interrogação que, mais uma vez, nos faz sentir oco: num berro que ecoa profundo e irritante, o eu racional indaga "POR QUÊ? PRA QUÊ?". daí, o desespero chega perto e acena. frio e cínico.

há tempos tenho conquistado pessoas, elogios, reconhecimento. tenho me disponibilizado a ser uma boa pessoa, não para me tornar uma nova versão da Calcutá. só como uma maneira de manter minha consciência leve e tranquila . dedicação e conquista num ritmo calmo com falhas pequenas. agora, eu observo tudo novamente, lembro dos passos bem dados, dos erros concertados, de tudo o que me fez feliz e do que ainda me resta disso. as falhas pequenas, eram falhas pequenas, caíram no esquecimento. as perdas foram "poucas".

pronto. agora chegou no ponto da história que tudo se resume a dúvidas sobre a razão de tudo, silêncio, espera e um sentimento estranho que às vezes parece arrependimento, às vezes é saudade. me silencio por não saber mais o que contar e espero coisas novas.

7 comentários:

Barros disse...

" me silencio por não saber mais o que contar e espero coisas novas."


pooooorra cebola botou pra lá viu?
amei amei e amei!!

me axei total
sensibilidade a mil

bjundA
o//

Barros disse...

Troca total de posts ne?
Tu postou pra mim e eu pra ti

Uhhuuuu viva a sintonia!!!

Cais da Língua disse...

aprendi que é muito saber silenciar
;)

Anônimo disse...

Coisas nova virão!

Anônimo disse...

s*

Anônimo disse...

uau, vc escreve deliciosamente bem!

"desespero chega perto e acena. frio e cínico..." hehehe

bem, eu me silencio à essas questões também de muito me indagar

e sabe pq faço boas ações? não pq me disseram que bonzinhos vão pro céu.

mas quando as faço, sinto que recolho o mesmo. ou seja, "algo" parece estar respondendo.

as respostas vêm, suaves e não-ditas, pelas circunstâncias da vida.

esse é um mistério fascinante danado! :)

abraços e obrigada pela visita!

Natália disse...

Como diria amigo Carlos... A OUTRA PARTE, não seria ela A MINHA PARTE, incrível, ela escreve oq eu ñ tou afim de dizer...ela sabe sem saber oq eu qero fazeer.